Bem-Vindo(a)
“Certa feita, ouvi uma criança, angustiada com a escuridão, gritar para o quarto ao lado: ‘Tia, fale comigo, estou com medo’. ‘Mas de que adianta eu falar, se você não pode me ver?’ E a criança respondeu: ‘Quando alguém fala, fica mais claro’.”
— Sigmund Freud

Luiz Bottega
Psicólogo - CRP 07/41142

Procura-se por terapia, muitas vezes, quando nos encontramos sob algum tipo de mal-estar — por vezes bem situado, por vezes mais difuso. Sejam problemas ou cenas que se repetem, sintomas que dificultam o caminhar da vida, ou uma angústia indeterminada.
A terapia consiste, em grande parte, em narrativas de nossas histórias — cenas significativas, e também aquelas que, em um primeiro momento, não o são, mas que nos marcam de alguma forma. Nosso trabalho é, justamente, aprender a escutar aquilo que é dito por elas. Trata-se de desvelar o que está implícito, pois o sofrimento, muitas vezes, emerge quando não conseguimos — ou não sabemos — nos escutar.
Esse trabalho me interessa, e é por ele que me guio em minha prática clínica.
Sou psicólogo, formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e pós-graduando em Fundamentos da Psicanálise. Busco articular psicologia, psicanálise e filosofia para pensar melhor o trabalho clínico e, assim, possibilitar um espaço que dê dignidade ao Tempo: sem se prender ao passado, sem se imobilizar diante do futuro, mas sendo capaz de observá-los, para dar outra dimensão ao agora.
O que pede escuta pode ser dito
Sobre os atendimentos — ou — o que falar quer dizer?

A ideia de um Eu, de uma identidade própria, consiste na unificação de tudo o que se pensa como uma razão única, a minha, mas que desconhece sua origem externa.
O pensamento é algo que nos acontece, não algo que fazemos. Notamos tal condição, por exemplo, quando o pensamento falha: quando esquecemos um nome que sabemos conhecer, ou quando surgem imagens ou pensamentos que não gostaríamos de ter. Ou seja, o pensamento está muito mais para algo que acontece em mim do que para algo que é meu.


